A inflação apurada até o momento já ultrapassa esse patamar, chegando à casa dos 7,23%.
Alimento Seguro (08/09/2011) -- Para o coordenador do curso de Ciências Contábeis da Faculdade Santa Marcelina, Reginaldo Gonçalves, “os recentes impactos econômicos provocados pelo desequilibrio entre os EUA e a Europa estão deixando algumas áreas do governo brasileiro preocupadas, inclusive justificando que a crise mundial hoje é pior do que as anteriores”.
O fato é que a projeção do Banco Central (BACEN) para 2011, segundo Gonçalves, é que a inflação feche o ano em 6,5%, acima da meta de 4,5%. “A inflação apurada até o momento já ultrapassa esse patamar, chegando à casa dos 7,23%, relativos aos últimos 12 meses, com dados apurados em agosto/2011.”As justificativas para redução desse patamar podem ser meros fatores que poderão não ocorrer de acordo com as diretrizes do BACEN, pois “um dos mecanismos que aumentam a inflação é a questão dos combustíveis. O governo acredita que, entre julho e dezembro, haverá uma redução dos atuais preços, mas. Porém, para que isso influencie a queda da inflação, esses preços deverão ser repassados aos produtos e serviços, fato esse que não parece possível, pois o Brasil aumentou a importação de Petróleo neste ano e as perspectivas de exploração do Pré-Sal ainda não são imediatas”.Gonçalves acredita que, para haver uma redução da inflação, precisa de uma situação favorável no mercado externo, sem aumento do Petróleo e investimentos e estímulos à produção interna de combustíveis considerados energia limpa, que, infelizmente, ainda esta acima do preço de compra do petróleo internacional.Fonte
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