Mercado do leite e comercialização na região oeste da Bahia
Entre outras considerações do artigo de Guilherme Augusto Vieira1 e Danilo Gusmão de Quadros2, verifica-se que não há na região produção de leite em pó e leite uht, produtos mais consumidos pela população em geral.
Alimento Seguro (30/06/2010) -- Leia o artigo a seguir:
1 UNIME / Faculdade Cairu. Salvador – BA. Email: gavet@uol.com.br
2 UNEB -Universidade do Estado da Bahia. Faculdade de Engenharia Agronômica - Campus IX. NEPPA - Núcleo de Estudos e Pesquisas em Produção Animal - BR 242, Km 04, s.n. Lot. Flamengo. Barreiras - BA. 47800-000. TELE-FAX (077) 3612-6743. Website: www.neppa.uneb.br E-mail: uneb_neppa@yahoo.com.br
Sob o ponto de vista mercadológico, a cadeia agroindustrial do leite caracteriza-se como uma das mais importantes do agronegócio brasileiro, tanto sob a ótica econômica quanto social. Está presente em todo território nacional, desempenhando um papel relevante, tanto no suprimento de alimentos quanto na geração de empregos e de renda para a população (GOMES et al., 2001).
O leite está entre os seis produtos mais importantes da agropecuária brasileira. Para cada real de aumento na produção no sistema agroindustrial do leite, há um crescimento de, aproximadamente, cinco reais no PIB (Gomes et al,2001).
Em uma análise retrospectiva dos últimos 30 anos, a produção brasileira de leite aumentou cerca de três vezes, saindo de oito bilhões de litros, em 1975 para quase 25 bilhões de litros, em 2006, abastecendo um mercado essencialmente doméstico, com recente inserção no mercado internacional. Contudo, o consumo “per capita” nacional é de 136 litros/habitante/ano, em forma de leite fluído e derivados, abaixo dos 200 litros/habitante/ano, recomendado pela Organização Mundial de Saúde. Já a produção de leite por vaca do rebanho leiteiro do País passou de 800 litros/cabeça, em 1995, para 1.170 litros/cabeça, em 2004. Os ganhos de produtividade foram resultados da adoção de tecnologias que melhoram os fatores da produção, como melhoramento genético, alimentação, reprodução, instalações e saúde do rebanho (Carvalho, 2007;Cônsoli & Neves, 2006; Gomes et al,2001).
Na composição dos rebanhos leiteiros, predominam no Brasil vacas mestiças da raça Holandês com raças Zebuínas, bem como a evolução do bovino zebuíno leiteiro, como Gir e Guzerá. Apesar desse expressivo aumento de produtividade, o Brasil nesse requisito é apenas o 16º do mundo.
Quase 70% dos produtores brasileiros têm escala de produção abaixo de 50 L de leite por dia. Juntos, produzem o equivalente a 30% da produção nacional. Contudo, os outros 30% dos produtores, com maior escala de produção, representam cerca de 70% do total do leite. O País possui mais de um milhão e cem mil propriedades que exploram leite, ocupando diretamente 3,6 milhões de pessoas. A elevação na demanda final por produtos lácteos em um milhão gera 195 empregos permanentes. Esse impacto supera o de setores como automobilístico, construção civil, siderúrgico e têxtil (Cônsoli & Neves, 2006; Gomes et al,2001).
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A abertura de novas fronteiras, como nos cerrados, especialmente Goiás e as regiões do Triângulo Mineiro e Alto Parnaíba, em Minas Gerais, além de outras regiões emergentes como Rondônia, Mato Grosso do Sul e sul do Pará, foi decisivo para o crescimento e consolidação do mercado lácteo no Brasil.
Em relação às agroindústrias laticinistas e aos consumidores, o leite também tem grande importância devido ao seu papel de insumo essencial na produção de alimentos e na dieta humana.
A região nordeste produz cerca de 3,2 bilhões de litros de leite e a Bahia responde com cerca de 928 milhões de litros correspondendo a 29,8% da produção regional, caracterizando-se como o principal estado produtor da região (Zoccal,2007).A Região Oeste vem se caracterizando nos últimos 30 anos como uma região produtora de grãos, destacando-se as culturas de milho, soja e algodão. O Município de Barreiras é a Cidade Pólo da Região, catalisando todos os processos produtivos da região (Vieira, 2009) .O presente artigo tem como objetivo realizar uma breve análise da produção e do mercado de leite no Brasil, na Bahia e na região oeste da Bahia e avaliar suas potencialidades mercadológicas, já que esta região oferece todas as condições estruturais e econômicas para a atividade, conforme pretende demonstrar o artigo.
2.0 Cadeia Produtiva do leite – dimensões conceituais
O conceito de agronegócios foi elaborado por Davis & Goldberg (1957) “Conjunto de todas as operações e transações envolvidas desde a fabricação dos insumos até o processamento , distribuição e consumo dos produtos”, no qual trabalha com a noção de cadeias produtivas, nas quais a agricultura e pecuária representam elo importantes na configuração da cadeia, sendo completada pelas atividades industriais, comerciais e de serviços necessários para a concretização de todas as fases do processo, desde seu planejamento até o consumo final ( Batalha,2007) Os segmentos que compõe o agronegócio atualmente trabalham com as concepções de visão sistêmica do processo produtivo, sendo que todos os elos têm importância significativa na composição do sistema agroindustrial.O quadro 1 evidencia a concepção sistêmica de cadeia produtiva
Dentro da visão de cadeia produtiva que os agentes que compõe o agronegócio devem possuir, vale analisar que um determinado medicamento veterinário que o produtor de leite utilizou em sua vaca em algum momento depois de seu leite produzido foi industrializado e depois foi utilizado por um consumidor em uma lanchonete ou em sua casa no café da manhã ( Vieira,2008).
Citando a cadeia e sistema agroindustrial do leite, este segmento reúne importantes segmentos para a economia brasileira, gerando empregos, riquezas e impostos, e fixando o homem no campo.
O leite produzido nas fazendas é direcionado para o consumo in natura, sendo processado pelas agroindústrias originado yogourte,leite em pó, manteiga, doce de leite, chocolates,creme de leite, os vários tipos de queijos e uma infinidade de produtos. O maior consumo de leite no Brasil é o UHT (longa vida), com 70% do consumo, seguido pelo leite em pó. Entretanto, a produção destes produtos é onerosa para as indústrias, devido ao custo dos equipamentos.
3.0 Panorama estadualConsiderando a produção de leite, o Estado da Bahia é o sétimo produtor nacional, com a participação apenas de 3% do mercado total, ficando atrás de Minas Gerais (29%), Goiás (11%), Rio Grande do Sul (11%), Paraná (9%), São Paulo (8%) e Santa Catarina (6%) (ROCHA, 2004).
A bovinocultura leiteira é um importante setor da produção agropecuária baiana. O Estado da Bahia produziu 920 milhões litros no ano de 20071, com um consumo de um bilhão de litros, ou seja, um déficit de 80 milhões de litros. O Estado é o primeiro produtor de leite do Nordeste, participando com cerca de 30% da produção regional de 3,2 bilhões de litros, dados de 2006. De acordo com o Sindicato das Indústrias de Laticínios e Produtos Derivados de Leite da Bahia, o Estado conta com 140 laticínios sob regime de inspeção, tanto estadual (SIE), quanto federal (SIF) (AGRONEGÓCIO BAIANO, 2006; ZOCCAL, 2007;Vieira,2008)
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A produção leiteira na Bahia caracteriza-se participação expressiva de propriedades com pequena escala de produção, utilização de mão-de-obra familiar, baixo grau de desenvolvimento técnico, excetuando-se os casos onde há intervenção direta das agroindústrias do leite. Nesse Estado, há índices alarmantes (30 a 40% do mercado estadual) de leite vendido clandestinamente no mercado informal, constituindo-se em risco de saúde pública e uma questão de justiça, devido a grande ocorrência de fraudes, seja no varejo, ou mesmo para licitações, sendo concorrência desleal com os produtores que investiram em qualidade. A produtividade média das vacas é bem abaixo da média nacional, com 495 litros/vaca/ano ( AGRONEGÓCIO BAIANO,2006;ZOCCAL, 2007)
.4.0 Estudo da cadeia produtiva do leite na região oeste da BahiaO oeste baiano é uma área de fronteira agrícola, com produção de cerca de seis milhões de toneladas de grãos na safra 2008/9, o que poderia ser um grande fator impulsionador de produção leiteira, conforme se evidencia no estado de Goiás, segundo produtor de leite do Brasil.
Entretanto, segundo levantamento realizado por QUADROS e SILVA (2008), foi observado que a região do extremo oeste ainda apresenta baixa produção leiteira, com cerca de 50 milhões de litros por ano processados em estabelecimentos industriais inspecionados, correspondente a aproximadamente 7% da produção do Estado (Tabela 1). Dos 12 municípios pesquisados, apenas 4 deles (Barreiras, Luís Eduardo Magalhães, Serra Dourada e Wanderley) possuíram laticínios inspecionados, que na totalidade somaram o número de 6, com capacidade variando de 1500 a 300.000 L/dia.
Os laticínios atuam em treze municípios da região, percorrendo distâncias até 350 km para a captação do leite. De modo geral, a diversificação de produtos lácteos foi pequena, exceto pelo Laticínio Lactolem.
A capacidade total de processamento dos seis laticínios em funcionamento com serviço de inspeção instalados na região é de 150 milhões de litros/ano (Tabela 5). Entretanto, em média, apenas 32% da capacidade instalada dessas agroindústrias está sendo utilizada, resultando em grande ociosidade, principalmente na época seca do ano (80%), mas também é marcante na época chuvosa (58%).
São cerca de 2,4 mil produtores que entregam o leite em laticínios inspecionados, mais de 80% deles com escala de produção diária abaixo de 100 L de leite (Figura 1), indicando forte papel socioeconômico dessa atividade, corroborando com CARVALHO e OLIVEIRA (2006).
Apesar da baixa produção leiteira, o oeste baiano apresenta grande potencial para crescimento da atividade, devido a grande disponibilidade de grãos, subprodutos e resíduos agroindustriais ingredientes de rações, reduzindo o custo de produção. Nessa região, a atividade leiteira apresenta um papel social importante, pois a maioria das propriedades é caracterizada pela pequena escala de produção. Poucos municípios da região apresentam estrutura de laticínio com serviço de inspeção, dificultando a logística de produção, por outro lado, os existentes estão funcionando com grande capacidade ociosa.
5.0 Qualidade do leite na região oeste da BahiaA qualidade do leite “in natura” é influenciada por muitas variáveis, dentre as quais se destacam: fatores zootécnicos associados ao manejo, alimentação, potencial genético dos animais e aos relacionados à obtenção e armazenagem do leite.O leite, sem outra especificação, é o produto oriundo da ordenha completa, ininterrupta, em condições de higiene, de vacas sadias, bem alimentadas e descansadas (BRASIL, 2002).
Segundo a Normativa 51/2002, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), o leite deve apresentar os seguintes requisitos (BRASIL, 2002): - características sensoriais
- aspecto e cor: líquido branco opalescente homogêneo;
- sabor e odor: característicos. O leite cru refrigerado deve apresentar-se isento de sabores e odores estranhos.
- requisitos gerais
- ausência de neutralizantes da acidez e reconstituintes de densidade;
- ausência de resíduos de antibióticos e de outros agentes inibidores do crescimento microbiano.
- atingir os requisitos físico-químicos, microbiológicos, contagem de células somáticas (CS) e resíduos químicos.O leite é um líquido branco, opaco, duas vezes mais viscoso que a água, de sabor ligeiramente açucarado, apresentando as seguintes características, de acordo KIRCHOF (1994):
- características organolépticas normais;
- teor de gordura butirométrica de, no mínimo, 3,0%;
- teor de água máximo de 87,5%;
- acidez entre 15 e 18 graus Dornic;
- densidade a 15 graus centígrados entre 1028 e 1032 gramas por litro;
- lactose mínima de 4,3%;
- extrato seco desengordurado mínimo de 8,5%;
- extrato seco total mínimo de 11,5%;
- índice crioscópico de 0,53 graus centígrados negativos (-0,53ºC);
- pH entre 6,5 a 6,6.A Normativa 051/2002 aprovou os Regulamentos Técnicos de Produção, Identidade e Qualidade do Leite tipo A, do Leite tipo B, do Leite tipo C, do Leite Pasteurizado e do Leite Cru Refrigerado e o Regulamento Técnico da Coleta de Leite Cru Refrigerado e seu Transporte a Granel. Em relação ao leite cru refrigerado, objetivo do produtor, preconiza padrões de qualidade dispostos nas Tabelas 2 e 3. Os parâmetros devem ser avaliados no leite pela Rede Brasileira de Laboratórios de Controle da Qualidade do Leite.
Para proporcionar boas condições para ordenha, seja manual ou mecânica, é necessário tomar uma série de precauções com relação:
- ao ordenhador - ter boa saúde e adotar práticas de higiene;
- ao animal - deve ser limpo antes e depois da ordenha e permanecer em locais limpos e secos pouco tempo antes e durante a ordenha;
- aos materiais ou equipamentos utilizados na coleta e armazenamento do leite - devem ser limpos e desinfetados.
No trabalho de pesquisa do NEPPA, na região oeste da Bahia, o leite tem apresentado características aceitáveis nos parâmetros de qualidade avaliados, entretanto o extrato seco total é o parâmetro mais discordante da normativa 051/2002, podendo reduzir o rendimento ao processamento (ANDRADE et al., 2008 a).
A inflamação da glândula mamária, denominada de mastite (predominantemente bacteriana), destaca-se como um dos principais fatores que diminuem a qualidade do leite destinado ao consumo humano.
A mastite é uma doença extremamente complexa que resulta em diminuição na produção e qualidade do leite, determinando consideráveis prejuízos à indústria de laticínios. Ela promove alterações na composição do leite, como a redução dos teores de cálcio, lactose, caseína e gordura, além de aumento dos níveis de íons (sódio e cloro) e de proteínas séricas. A células somáticas estão presentes normalmente no leite e são constituídas em leucócitos, neutrófilos e células de descamação do epitélio secretor da glândula. Em um quarto mamário infectado, 99% das células somáticas são leucócitos, que aumentam significativamente durante a evolução da mastite.
Os trabalhos de pesquisa realizados pelo NEPPA na região oeste da Bahia indicaram que a mastite tem variado bastante nas fazendas avaliadas, em geral variando de 5 a 20% dos quartos mamários infectados pela mastite subclínica e casos isolados de mastite clínica, com maior gravidade nos rebanhos das fazendas com maior escala de produção diária de leite (ANDRADE et al., 2008 b).
O leite da região oeste da Bahia tem variado bastante quanto à contagem de células somáticas (Foto 3), desde resultados considerados adequados até outros, em menor proporção, acima do nível estabelecido pela IN 51/2002, notada em propriedades com alta prevalência de mastite (ANDRADE et al., 2008b; BEZERRA et al., 2008).
O mercado internacional possui normas rígidas na garantia da qualidade do leite para o beneficiamento industrial. Nos EUA, a regulamentação exige que o leite “in natura” seja resfriado a 7ºC, 2 horas depois da ordenha, e mantido nessa temperatura, ou abaixo. A contagem bacteriana do leite deve ser inferior a 100 mil unidades formadoras de colônias/mL (UFC/mL); a contagem de CS deve ser abaixo de 750 mil CS/mL de leite; e não pode conter resíduos de antibióticos, adulterantes ou água.
No Brasil, na região nordeste brasileira, desde julho de 2007, a contagem de CS aceitável, de acordo a IN 51/2002, é de um milhão de CS/mL de leite, baixando a 750 e 400 mil CS/mL, em 2010 e 2012, respectivamente. Sendo assim, os produtores da região oeste da Bahia devem adequar suas normas de manejo para atender aos padrões de qualidade do leite. 6.0 ConsideraçõesAo analisar o presente trabalho observa-se a importância da sua cadeia produtiva no contexto do agronegócio brasileiro, assim como nos municípios e estados brasileiros, pela geração de emprego, renda e em todos os segmentos que compõe esta cadeia.Cada vez mais os segmentos da cadeia têm que inserir o conceito de visão sistêmica em suas concepções, pois todos têm que ter uma sustentabilidade em seus processos, visando a competitividade mercadológica e inserindo a inovação tecnológica.Analisando a cadeia como um todo na região oeste, verifica-se que a mesma não está tão distante da realidade nacional, principalmente no tocante as agroindústrias, onde não existe na região nenhuma agroindústria com produção acima de 100.000 litros/dia. Consequentemente , não há na região produção de leite em pó e leite uht, produtos mais consumidos pela população em geral. Diante do exposto, respondendo um dos objetivos deste artigo, propomos que todos os atores da cadeia produtiva do leite do oeste baiano sentem na mesma mesa, introduzindo os conceitos de política leiteira, integração agropecuária vertical, formando parcerias estratégicas entre produtores, agroindústrias e canais de distribuição. Só assim caminha-se para uma sustentabilidade da cadeia regional e consequemnete melhor remuneração dos produtores, mitigação da sazonalidade produtiva, aumento do mix de produtos e melhoria dos produtos ofertados à população.
NOTAS:
1 Quanto aos dados de 2009, mudou pouca coisa, pois a produção baiana estagnou em 950 milhões de litros /ano, sendo um dos principais desafios da pecuária baiana é aumentar , com qualidade a produção leiteira.
7.0 Referências bibliográficas
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ANDRADE, A.P.; QUADROS, D.G.;KANEMATSU, C.H. et al. Prevalência de mastite em rebanhos leiteiros de propriedades com três escalas de produção, no povoado de baraúna, Barreiras-BA. In: CONGRESSO INTERNACIONAL DO BOI DE CAPIM, 2008, Salvador. Anais... GT5:Salvador. 2008. (CD-ROM) b;Batalha, Mário Otávio (coord.) Gestão agroindustrial – Gepai. 3 ed. São Paulo: Ed.Atlas, 2007.
BEZERRA, A.R.G.; QUADROS, D.G.;KANEMATSU, C.H. et al. Prevalência de mastite em rebanhos leiteiros de propriedades com três escalas de produção, no povoado de baraúna, Barreiras-BA. In: CONGRESSO INTERNACIONAL DO BOI DE CAPIM, 2008, Salvador. Anais... GT5:Salvador. 2008. (CD-ROM)
BRASIL - MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E DO ABASTECIMENTO (MAPA). Instrução Normativa Nº 51, DE 18 DE SETEMBRO DE 2002. Regulamentos Técnicos de Produção, Identidade e Qualidade do Leite tipo A, do Leite tipo B, do Leite tipo C, do Leite Pasteurizado e do Leite Cru Refrigerado e o Regulamento Técnico da Coleta de Leite Cru Refrigerado e seu Transporte a Granel. Publicado no Diário Oficial da União de 20/09/2002 , Seção 1 , Página 13.
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